ÚLTIMA HORA: Ossufo Momade pode abandonar liderança da RENAMO ainda este ano

 


ÚLTIMA HORA: Ossufo Momade deverá deixar a presidência da RENAMO ainda este ano em meio a fortes críticas internas

O cenário político moçambicano pode conhecer, nos próximos meses, uma mudança significativa na liderança da RENAMO. O actual presidente do partido, Ossufo Momade, deverá deixar a presidência ainda este ano, segundo informações avançadas esta sexta-feira durante um encontro interno que decorre na cidade de Chimoio, na província de Manica.

Encontro decisivo em Chimoio

A informação foi tornada pública por Hermínio Morais, porta-voz do encontro que reúne oficiais generais e superiores da formação política. O ambiente na reunião é descrito como decisivo para o futuro do partido, numa altura em que crescem as vozes internas que contestam a actual liderança.

Fontes próximas ao encontro indicam que o debate gira em torno da necessidade de uma reestruturação profunda da RENAMO, sobretudo após sucessivos desafios eleitorais e tensões internas que têm fragilizado a imagem da maior força da oposição em Moçambique.

Tribunal autoriza regresso de António Muchanga

O clima político intensificou-se após o Tribunal Judicial da Cidade de Maputo ter autorizado António Muchanga a voltar a utilizar os símbolos e meios da RENAMO, incluindo o direito de falar em nome do partido.

Na sequência da decisão judicial, Muchanga participou no programa “6 às 9”, da TV Sucesso, onde fez duras críticas à actual liderança da formação política.

“Momade é tóxico”, afirma Muchanga

Durante a sua intervenção televisiva, António Muchanga classificou Ossufo Momade como uma figura “tóxica”, afirmando que a sua permanência na presidência está a destruir o partido.

Segundo Muchanga, a RENAMO atravessa um momento delicado que exige coragem e responsabilidade por parte da liderança. “Não se pode continuar a fazer parte da contabilidade da perdiz”, declarou, numa clara referência à necessidade de assumir erros e promover mudanças estruturais dentro do partido.

Apelo à saída “enquanto as pedras estão húmidas”

António Muchanga defende que Ossufo Momade deve abandonar a liderança “enquanto as pedras estão húmidas”, expressão que sugere a urgência de agir antes que a situação se torne irreversível.

Para o político, o actual dirigente deve deixar de ignorar os sinais de insatisfação interna, ouvir o povo e permitir que outros membros conduzam os destinos do partido. Na sua visão, há um distanciamento entre a direcção e a base, o que tem contribuído para o enfraquecimento da organização.

Possível nova fase para a RENAMO

O eventual afastamento de Ossufo Momade surge num momento crucial para a política nacional, marcado por debates sobre reformas internas nos partidos e pela necessidade de revitalização das forças da oposição.

Analistas entendem que uma transição de liderança poderá representar uma oportunidade de renovação para a RENAMO, mas alertam para o risco de divisões internas caso o processo não seja conduzido com consenso e transparência.

Até ao momento, Ossufo Momade não reagiu publicamente às declarações de António Muchanga nem às informações sobre a sua possível saída. A expectativa é que, nas próximas semanas, haja um pronunciamento oficial que esclareça o rumo do partido.

Enquanto isso, militantes e simpatizantes acompanham com atenção os desdobramentos do encontro em Chimoio, conscientes de que as decisões tomadas poderão marcar uma nova etapa na história da RENAMO e redefinir o futuro da oposição em Moçambique.

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