Xavi afirma que Joan Laporta impediu o regresso de Lionel Messi para o Barcelona
Xavi Hernández ataca Laporta e revela bastidores quentes no Barcelona
A relação entre Xavi Hernández e Joan Laporta ganhou um novo e intenso capítulo. Em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, o antigo treinador do FC Barcelona não poupou palavras e fez revelações duras sobre os bastidores da sua saída do clube catalão. As declarações estão a gerar enorme repercussão no futebol europeu.
“Laporta me contratou, mas acabou por me falhar”
Xavi começou por afirmar que se sentiu traído pelo presidente. “Laporta me contratou, mas acabou por me falhar”, disse, deixando claro que a confiança entre ambos foi quebrada. O ex-treinador insinuou ainda que há figuras nos bastidores com mais influência do que o próprio presidente.
Um dos nomes apontados foi o de Alejandro Echevarría. Segundo Xavi, “Alejandro Echevarría está acima do presidente”. A declaração caiu como uma bomba no universo blaugrana, levantando dúvidas sobre quem realmente toma decisões estratégicas no clube.
Conflitos internos e alegada campanha de desgaste
Xavi revelou também que a sua relação com Echevarría, que antes era próxima, deteriorou-se depois de confrontos internos. “Era um grande amigo para mim, mas estou fora porque lhe fiz frente”, afirmou, sugerindo que a sua postura firme terá pesado na decisão de afastá-lo do comando técnico.
Outro ponto polémico foi a alegada campanha interna para desacreditar a sua equipa técnica. O ex-médio garantiu que houve uma tentativa de manchar o trabalho da preparação física. “Montaram uma campanha sobre a preparação física para nos desacreditarem”, disparou, insinuando que a narrativa negativa foi construída de forma intencional.
Messi esteve perto de regressar
Uma das revelações mais impactantes envolve o possível regresso de Lionel Messi ao Barcelona. De acordo com Xavi, o argentino estava praticamente acertado com o clube em janeiro de 2023.
“Messi estava contratado. O presidente começou a negociar o contrato com o pai dele e tínhamos luz verde da LaLiga”, explicou o treinador.
No entanto, segundo Xavi, foi o próprio Laporta quem recuou no negócio. “O presidente deitou tudo por terra. Disse-me textualmente que, se o Leo voltasse, ia fazer-lhe guerra e que não podia permitir isso.” A frase revela um clima de tensão interna e pode reabrir debates entre os adeptos sobre o afastamento definitivo do maior ídolo da história recente do clube.
Hansi Flick pediu desculpas pessoalmente
Xavi também falou sobre o atual treinador do Barcelona, Hansi Flick. Ao contrário das críticas dirigidas à direção, o ex-técnico foi elogioso em relação ao alemão.
Segundo ele, Flick foi pessoalmente pedir desculpas por conversas que estavam a acontecer enquanto Xavi ainda ocupava o cargo.
“Flick veio a minha casa pedir desculpa quando perguntei se o clube estava a falar com ele enquanto eu era treinador. Disseram-lhe para não me contar nada, mas mesmo assim veio. Ficámos mais de duas horas a conversar. Foi fantástico. É um bom tipo, muito nobre, e fico feliz por lhe estar a correr bem”, contou.
Bastidores expostos e clima de tensão
As palavras de Xavi mostram um cenário de bastidores marcado por desconfiança, divisões internas e jogos de poder. A entrevista expõe feridas ainda abertas e coloca pressão adicional sobre Laporta, numa altura em que o clube tenta recuperar estabilidade institucional e desportiva.
A reação oficial do Barcelona ainda é aguardada, mas as declarações prometem alimentar debates intensos entre adeptos e analistas. O que parecia uma saída consensual ganha agora contornos de conflito profundo.
Com estas revelações, Xavi não apenas defende o seu legado no clube, como também lança luz sobre decisões que podem ter mudado o rumo recente do Barcelona. Resta saber se esta troca pública de acusações terá novos capítulos ou se ficará como mais um episódio turbulento na história recente dos catalães.

